22 de jul de 2012

Tecnologia & Cultura: a importância do vídeo-game



"Quem Não Joga Não Aprende"
 

 Por Marta Matui

No quesito videogame parei no Nintendo 64 (curiosamente o número do ano que nasci). Ou seja, só joguei videogame até a década de 90. Dessa maneira não cheguei ao Nintendo DS, este só comprei para meus filhos. Jogar mesmo, nunca.


"Quem desdenha a tecnologia fica analfabeto e perde grandes experiências"


Eu adorava videogame mas perdi o bonde, envelheci, não consegui acompanhar as evoluções. E me danei hoje por isso. O audiophone 3D Interativo do Louvre é um Nintendo DS. Ele te localiza, fala sobre as obras ao seu redor, mostra algumas esculturas em 3D (A Vitória de Samotrácia, você vê do ângulo que quiser), funciona como GPS e te leva ao destino que quiser. Um guia mesmo, na melhor definição da palavra. Mas para isso tem que saber os botões, tem que saber os comandos. Meu filho já sabia o que tinha nas salas ao redor antes de chegar. Já escolhia para onde queria ir. Eu mal e mal conseguia ficar diante de uma obra, apertar todos os botões até o negócio começar a falar alguma coisa.

A tecnologia começa como diversão mas depois vira sobrevivência. Quem desdenha a tecnologia fica analfabeto e perde grandes experiências.

O Guia Interativo do Louvre é muito melhor do que aquelas velhas gritando para um grupo de turistas. Enquanto caminhamos ele vai dando informações até sobre coisas que ocorreram nas salas. Passamos por uma que hoje abriga arte do Irã mas na Segunda Guerra estocou caixas e caixas de espólios nazistas. Obras de arte de famílias judias francesas que tiveram seus acervos confiscados. E fiquei sabendo que os nazistas desprezavam os Impressionistas, não queriam, e não podiam, levar obras dessa escola para a Alemanha. Estocavam porque sabiam ter valor mas não aceitavam como arte. Vai entender.

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