5 de mai de 2012

Arthur Virgílio e a "coerência" relativa


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Arthur Virgílio é um político profissional e diplomata brasileiro. Isso mesmo, Di-plo-ma-ta!

Você sabe o que faz um Diplomata? 

Eu sabia que você não sabia! É o seguinte: "Um diplomata é responsável por representar o Brasil em qualquer discussão que envolva outras nações ou organismos internacionais. É ele quem busca solucionar os conflitos envolvendo os interesses brasileiros, negocia acordos que tragam benefícios ao nosso país e promove nossa cultura no exterior. Ele é o condutor de nossa política externa, em qualquer tema discutido: comércio exterior, proteção de direitos humanos, discussões sobre meio ambiente e tecnologia fazem parte do dia a dia de um diplomata" (Fonte: http://bit.ly/IRBxHJ ). Isso teoricamente, claro! 

Na prática, Arthur Virgílio é apenas um opositor contumaz do governo. Tanto que, apesar de ser Diplomata, nesse link  http://bit.ly/KkIeP3 há um texto dele intitulado "Coerência", onde, ele diz, textualmente, que "Basta um só deputado ou senador, munido de prova irrefutável, num cenário de imprensa livre e MP ativo, para jogar por terra qualquer tropa de choque a serviço de rei ou rainha...". Ele já foi tanto Deputado quanto Senador...



Quem conhece um pouquinho de Direito (um pouquinho só), sabe, perfeitamente, que, tecnicamente, ele tem razão. Vou até mais longe: não precisa de imprensa livre ou MP atuante, basta coragem para fazê-lo, já que o artigo 29 do Código de Processo Penal e o artigo 100, §3o do Código Penal, prevêem a instituição da ação penal privada  subsidiária da pública. Isso quer dizer que, se o Ministério Público não for atuante para processar um corrupto, qualquer pessoa pode fazê-lo, inclusive ele, o próprio Arthur Virgílio. 

E o que é que ele fez com todo o seu vasto conhecimento, além de discursos contra o Governo, jogar palavras ao vento e fazer perfumaria política? 

Aliás, ele teve sua atuação política, como ainda tem (juntamente com sua família), centrada no Estado do Amazonas (foi até Governador). Como anda  a nossa  floresta, os madeireiros, os coronéis...? O que Chico Mendes e a Irmã Dorothy pensariam hoje sobre a corrupção, os crimes ambientais crônicos e o desrespeito sistemático aos direitos humanos no Amazonas?

Não é curioso e incoerente, o fato dele, sendo Diplomata, atacar passivamente o Governo, difamar o ex-Presidente Lula e apregoar aos quatro ventos que a construtora Delta deve ser investigada? É obvio que deve! Isso é incontestável. Em qualquer boteco chegou-se a esse consenso. Mas, ao invés de criticar os outros, por que ele mesmo não toma as providências cabíveis já que a lei lhe permite fazê-lo? Por que ele não apresenta a notitia criminis ao Ministério Público e, caso a ação penal não seja intentada no prazo legal, invoca os artigos 29 do CPP e 100, §3o do CP? 

Por quê?

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