13 de jul de 2012

O fim do BRICS


Irineu Tolentino

Apesar da redução histórica de juros na China ela apresentou uma queda no PIB que preocupou o mundo. É preciso esclarecer que essa redução de juros ainda não está contabilizada nesse PIB, pois não deu tempo dela refletir positivamente na economia. O próximo cálculo será "menos  preocupante". Mas, não podemos esquecer, a trajetória ainda é de queda.

Apesar disso, a presidente Dilma, vendo também a redução do PIB brasileiro (não obstante a redução sistemática dos juros e facilitação do crédito), antecipou-se e declarou que não é com o PIB que se mede uma nação. Tudo bem, concordo, mas também não se deve ignorar a sua queda, né?


"É preciso que os brasileiros fiquem atentos, 
cortem custos, evitem despesas, financiamentos de longo prazo, compras de supérfluos e fortaleçam suas reservas, pois as notícias que virão daqui para a frente não serão nada boas"


O fato é que, ao menos por ora, acabou a fase de crescimento. Esse negócio de PIIGS e BRICS também já era. O mundo hoje é um só, a economia está globalizada e todo mundo está mal das pernas. Acho até curioso que alguns analistas, e parte da imprensa brasileira, coloquem um zoom no Brasil criticando empresários ou o próprio governo pela queda do nosso PIB (apelidado dias atrás de "PIBinho"). Definitivamente, isso não é um problema exclusivo do Brasil, é global. E até que estamos resistindo bem. Não sentimos ainda os efeitos integrais do arrefecimento mundo afora, mas eles estão chegando.

É preciso que os brasileiros fiquem atentos, cortem custos, evitem despesas, financiamentos de longo prazo, compras de supérfluos e fortaleçam suas reservas, pois as notícias que virão daqui para a frente não serão nada boas.

"- Mas Irineu, se pararmos de consumir a crise será pior". Sim, será, mas como não podemos salvar o mundo (notem que a "poderosa" Europa não conseguiu salvar nem a Grécia), temos que tentar ao menos nos salvar. Isso ajudará o governo, pois serão menos bocas para se servirem dos programas sociais.

Quanto a essas notícias de que "agora é um bom momento para comprar imóveis, pois as taxas de juros estão baixando", esqueça! Não é um bom momento. Apesar dos juros "baixos" (não estão para a conjuntura atual), os preços dos imóveis estão muito acima do valor justo. Há sim uma bolha imobiliária no Brasil. Quem financiar imóveis agora está se metendo numa dívida de longo prazo e pagará um valor bem maior do que aquilo que vale. Com a agudização da crise, haverá queda nos preços e o saldo devedor tornará o imóvel financiado um "mico".

"- Ah, mas eu preciso morar em algum lugar. O que faço?". Se não puder evitar, se realmente precisar, pesquise, negocie, pechinche e pague o preço. Mas, se puder, evite. Comprar imóveis para investir, nem pensar cara pálida!

"- Posso trocar de carro?". Você não está me entendendo? A coisa vai ficar muito feia, o desemprego irá aumentar, os preços irão cair, quem fizer financiamentos (principalmente de longo prazo), ficará com um saldo devedor imcompatível com o valor do bem. Será que você precisa mesmo trocar de carro?

"- Mas e se você estiver errado e nada disso acontecer?". Bom, ao menos você não terá dívidas e terá  reservas no banco, estando pronto para o consumo num momento mais adequado, além de ter a sua saúde preservada por evitar aborrecimentos.




8 comentários:

  1. Fala logo que o mundo vai exlpodir e terá uma 3a guerra mundial... só falta isso.

    ResponderExcluir
  2. Gflip,

    Eu não tenho certeza se o mundo vai explodir ou se haverá uma 3a Guerra, mas a coisa na Síria anda muito feia. A Rússia está enviando destroyers para lá, os EUA e o resto do mundo não estão gostando nada disso.
    Quanto ao "exagero", as "profecias maias", segundo alguns escatologistas de plantão, preveem o fim do mundo em 21/12/2012 (que, obviamente, eu não acredito).
    O "momentum" não está bom para investimentos, mas depois da meia noite começará a clarear...

    ResponderExcluir
  3. Fraquíssimo...
    Não sou um otimista, mas com certeza entendo um teco mais de economia.
    Estude os outros períodos de crise, amigo. É um fator histórico e cíclico.

    Abraço.

    ResponderExcluir
  4. Parece que não foi só eu que pecebeu isso:

    ‘The Economist’ já chama Brics de ‘mercados submergentes’

    http://blogs.estadao.com.br/radar-economico/2012/07/20/the-economist-ja-chama-brics-de-mercados-submergentes/

    ResponderExcluir
  5. JORNAL SABE DAS COISAS? uma coisa eu sei ngmm é capaz de falar nada sobre o mercado. Só quem dita são os grupos que estão por trás.

    ResponderExcluir
  6. É apenas uma análise Gflip. Pode estar certa ou não.
    As análises também fazem parte do mercado.
    Abs

    ResponderExcluir