2 de jul de 2012

Irã: a bomba nuclear está a caminho


Irineu Tolentino

Acabei de ler um artigo do Gustavo Chacra sobre a estratégia iraniana para construir a bomba atômica. Ele foi bastante sensato no seu ponto de vista:

"(...) Países que pretendem ter armas atômicas sempre mantêm esta prática de ceder ocasionalmente para ganhar tempo quando necessário para, depois, endurecer de novo. Cada mês a mais é precioso para os iranianos, pois os aproximam da bomba. Abrir canais diplomáticos tiram da mesa, por mais um tempo, o risco de uma ação militar israelense.

Não há, porém, nenhum incentivo para o regime de Teerã deixar de lado os seus planos nucleares. Basta olhar para o mundo. Ninguém tem coragem de mexer com a Coréia do Norte e o Paquistão porque estas duas nações possuem bombas atômicas. Saddam Hussein e Muamar Kadafi, que não tinha, foram derrubados do poder justamente pelo Ocidente que tenta convencer os iranianos de supostas vantagens de não ter estes armamentos(...)"


"Que moral os países que possuem  
diversas bombas têm para dizerem que
o Irã não pode tê-la?"


A "diplomacia" e as sanções não funcionaram até agora e não há qualquer indício de que funcionarão. Essa situação do Irã está muito parecida com a crise européia: são reuniões e mais reuniões e nada de concreto acontece. E não irá acontecer. Prova disso são os demais países que possuem bombas atômicas. Não sucumbiram às pressões internacionais e acabaram por construir as suas.

Em relação ao Irã, diplomacia mesmo nunca foi tentada, apenas ameaças travestidas.

O assunto parece complicado por se tratar de relações internacionais, porém, pode ser reduzido à singeleza de pendências interpessoais: Se alguém, tendo uma coisa, diz a outra pessoa que esta não poderá ter coisa semelhate, ela será obedecida? Que moral os países que possuem diversas bombas têm para dizerem que o Irã não pode tê-la? Até eu, que acho o Ahmadinejad um tanto maluco, creio que, nesse cenário, ele tem mais é que buscar a paridade de armas mesmo. Insensato seria se ele ficasse imóvel enquanto os seus inimigos se armam até os dentes.

Talvez, um caminho para desestimular o Irã seria os demais países se desarmarem. Aí sim, esvaziaria as suas pretensões e poderia pavimentar um caminho para a paz.

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