16 de mai. de 2012

Luis Nassif x Revista Veja: STJ dá razão a Nassif

Jornalista e portal de internet ficam isentos de pagar indenização a ex-redator-chefe de Veja

O jornalista Luis Nassif e o portal IG ficaram livres de pagar indenização por danos morais ao também jornalista e escritor Mario Sabino, ex-redator-chefe da revista Veja. A ministra Isabel Gallotti, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), negou pedido de Sabino para que fosse analisado seu recurso contra decisão da Justiça paulista que não reconheceu os alegados danos morais.

Aos oradores das CPIs

Irineu Tolentino

Cansado de ler velhas notícias novas, resolvi, hoje, com o perdão do trocadilho, ler novas notícias velhas.

É que, abrir jornais e revistas do gênero é sempre a mesma coisa. O que foi muito bem resumido por Renato Russo...

"Nas favelas, no Senado
Sujeira pra todo lado.
Ninguém respeita a Constituição
Mas todos acreditam no futuro da nação.
Que país é esse?"
 
Embora nessas ocasiões - de cansaço com notícias -, eu me distraia com música ou leituras mais prazerosas, resolvi, ao acaso (acaso mesmo), ler Marcos Túlio Cícero, político romano nascido em 106 a.C. Sujeito interessante.
 
Entre várias atividades que abraçou, foi Advogado Criminalista, Senador, Cônsul e até Imperador. Mas, apesar de todo esse êxito profissional, destacou-se-lhe uma qualidade ímpar: orador.

Cícero é tido como ícone da oratória, príncipe dos Advogados, Senador de renome.

Por outro lado, seu concidadão Lúcio Sérgio Catilina, era um "bandido de renome", com status, queria poder e dinheiro a qualquer custo. Em nosso tempo, seguramente ele seria qualificado como um criminoso de colarinho branco. E não seria demais apelidá-lo de príncipe dos ladrões e dos corruptos.

Numa das ocasiões em que discursava no Senado, em defesa da República, além de outros assuntos, Cícero concitou Catilina a "deixar a cidade com seu bando", para o bem de todos.

Segue um trecho do seu discurso:

"Já que os fatos estão nesse pé,
podes dar continuidade, ó Catilina, ao que principiaste.
Vai-te, quanto antes, para fora desta cidade.
Os portões estão abertos. Parte!
Há muito tempo, é esperado como chefe por tuas legiões malianas.
Leva contigo todos os seus comparsas ou pelo menos grande parte deles.
Assim, limpas a cidade.
Livrar-me-ás de um grande temor desde que
a muralha interponha-se entre mim e ti.
Já não podes permanecer conosco por mais tempo.
Eu não suporto, não o tolerarei, não permitirei.
(...)
Se eu exigir a tua execução,
ficarão entre nós os demais que integram
teu esquadrão de conjurados.
Ao invés, se tu te afastas da cidade,
o que, há muito tempo aconselho,
teus comparsas,
volumosos e ameaçadores para a República,
também serão expelidos".

Catilina obedeceu. Deixou a cidade logo em seguida.

Hoje temos diversos Catilinas entre nós. Alguns vemos nos jornais quase que diariamente, outros, continuam nos porões da República corroendo-lhe as riquezas enquanto não são descobertos. A diferença entre os de hoje e o da época de Cícero é que os de hoje não obedecem.

Será que não está faltando alguns Cíceros nas CPIs, Corregedorias, Polícias e Ministério Público?

15 de mai. de 2012

A Primavera, Vivaldi

Irineu Tolentino

Algumas músicas simplesmente falam por si mesmas. 

Parece até que usaram seus autores (sem querer retirar-lhes o mérito) para virem ao mundo como obra acabada.

As Quatro Estações de Vivaldi estão nesse grupo de músicas que eu elegi, por meu próprio gosto, como sublimes. Delas, a minha preferida é a Primavera. 

Gosto de ouvi-la, ainda que seja no Outono.

Vai dizer que você não se emociona? 


14 de mai. de 2012

A Grécia está fora!

Irineu Tolentino

A Der Spiegel (O Espelho), uma das principais revistas da Alemanha, já sugere que a "Grécia não pode adiar a saída do euro"  ( http://bit.ly/LIC2RP ). E não pode mesmo. Sua saída é questão de tempo...de pouco tempo!

Será uma grande surpresa se decidirem que ela não sairá, uma vez que a sua manutenção já está insustentável.  Aliás, na Europa, cada vez mais, isso se aproxima de um consenso ( http://bit.ly/JxTsAS ).

Arriscar-se a lutar pela manutenção da Grécia na Zona do Euro é um suicídio político já que não há dinheiro sobrando e a fila de economias com problemas é grande. A Europa não deve mais se preocupar com vãs tentativas de evitar a perda da credibilidade, ele já perdeu mostrando incapacidade de se organizar e de tomar decisões em bloco. Não é mais possível tapar o Sol com a peneira. Para mim, essa questão já está superada. Eu lamento pelo povo grego (e dos demais países do PIIGS). Eles enfrentarão tempos muito difíceis, como fome, pobreza, desemprego...

O que me deixa bastante surpreso é o fato de a Europa não ter um "Plano B". Se o  bloco funcionasse (como aliás funcionou por algum tempo) beleza, se algo desse errado (como deu)... simplesmente não há plano! É por isso que  se formou essa celeuma toda entre os "líderes" europeus (que aliás estão caindo por conta da Primavera Européia).

Como costuraram esses acordos político-econômicos (entre diversas nações com realidades econômico-culturais muito diferentes), sem ter sido traçado qualquer plano para a hipótese de algo sair errado? Evidencia-se aí uma grande irresponsabilidade dos países europeus, inclusive Alemanha e França, maiores economias do bloco. 

O resultado disso tudo é que, não só a Grécia perdeu sua credibilidade ao gerenciar as suas contas de forma irresponsável, dar o calote nos seus parceiros comerciais e apresentar dificuldades para implantar medidas de austeridade (mostrando falta de comando interno):  toda a Europa falhou, já que não elaborou um plano adequado e pré-definido, perdeu tempo e dinheiro e espalhou insegurança pelo mundo com decisões atrapalhadas e improvisadas.

Agora, segura que vem chumbo grosso por aí! A Zona do Euro vai derreter!

12 de mai. de 2012

Dia das Mães

Linda Tassitch

Canção de Ninar

Dia das Mães. Mais uma data daquelas para o comércio faturar. Nada contra, mas confesso que tenho verdadeira ojeriza por todos esses “dias disso e dias daquilo”. As pessoas enlouquecem em sua sanha consumista. Neste caso: “– Já comprou presente para a sua mãe?” “– E para a sua mulher? Já comprou? Para sua avó? Sua tia? Sua filha recém transformada nesse ser sublime? Como não? Oh! Como você ousa esquecer?” E aí vem uma enxurrada de argumentos para convencer a alma desgarrada da importância de presentear todas as mães do mundo.
 
Sinto-me uma verdadeira herege nessas datas, pronta para ser lançada às fogueiras da Santa Inquisição...

Mas sinceramente prefiro, na simbologia que esse dia em especial suscita (o que é inevitável), me lembrar de minha mãe cantando para me ninar. Ah! Não era qualquer cantiga, não! Além da linda voz que possuía, ela me privilegiava com músicas cujas melodias e letras continuam ainda hoje emocionando corações sensíveis. Quase que a ouço, agora:
 
Encosta tua cabecinha no meu ombro e chora,
E conta tua mágoa logo toda para mim.
Quem chora no meu ombro eu juro que não vai embora,
Que não vai embora...”


Meu coração, não sei por quê,
Bate feliz, quando te vê!
E os meus olhos ficam sorrindo
E pelas ruas vão te seguindo...
 
Bem... quantas coisas aprendi com ela neste simples ato, que ficaram gravadas na memória, sem esforço. E quando aprendi a falar, ela me ensinou a cantar, junto com ela, e talvez sem se dar conta, ela ainda me ensinou a apreciar a beleza e a poesia das coisas simples da vida. Em todos os dias.

Felicidades a todas as mães.