10 de jun. de 2012

Não provoque pessoas inteligentes! Na Câmara...

Na Câmara, ainda no Rio, quando seu presidente Ranieri Mazzini deu a palavra a Carlos Lacerda, representante do Distrito Federal, o deputado Bocaiuva Cunha foi rápido e gritou ao microfone, sob os risos do plenário:
- Lá vem o purgante !
Lacerda, num piscar de olhos, respondeu:
- Os senhores acabaram de ouvir o efeito !
(Muito mais risos. Desta vez, até dos adversários...)

Os juros estão caindo, e agora?

www.cicero.art.br

Irineu Tolentino

"Ninguém pode prever 
as taxas de juros, 
a direção futura da Economia 
e o mercado de ações. 
Esqueça todas essas previsões 
e se concentre no que 
realmente está acontecendo
com as companhias 
nas quais você investiu"
Peter Lynch

Como dito em posts anteriores, gosto muito da frase  acima. Adotei-a como Norte (assim como os ensinamentos de Warren Buffett), principalmente quando leio notícias sobre Economia, Investimentos, Empresas e Negócios.

Senti a necessidade de proceder assim porque encontro muitos futurólogos ad hoc dizendo quais serão os próximos passos da Economia, sem deixarem transparecer as concretas possibilidades de erro; pessoas que leem um ou dois livros e já começam a dar aulas sobre mercados e investimentos, quando até autoridades no assunto erram (não faz muito tempo que Christine Lagarde, Diretora do FMI, afirmou erroneamente que havíamos saído da beira do abismo financeiro).

Opero no mercado há cinco anos, li alguns livros sobre investimentos, "n" apostilas, blogs, sites, jornais, pareceres, tratados...Fiz faculdade de Direito e Administração de Empresas, coisas que, em tese, poderiam me credenciar a dizer algumas palavras. Mas, de forma alguma, isso me torna autoridade no assunto. Emito apenas meu ponto de vista, o jeito que vejo as coisas. 

É óbvio que não estou insinuando que a leitura e o estudo não são importantes. É claro que são, pois reduzem a quantidade de besteiras que fazemos e melhoram nosso senso crítico; além de abrir portas para o trabalho caso a riqueza não venha pela sorte. Estou apenas registrando que há coisas na Economia que não podemos prever.

Como muito bem disse Peter Lynch,  ninguém pode prever o futuro da Economia (sobre isso leia mais em O que está havendo com o Brasil?). E, por mais que eu estude, muito provavelmente nunca chegarei aos pés de Lynch ou de Buffett (isso até que é possível, mas pouco provável). A clareza e precisão das palavras de ambos são invejáveis e servem para abrir os olhos dos investidores incautos. Na internet há uma imensidão de coisas ditas por eles, acessíveis a qualquer um. Basta uma "googlada" para você conferir.

 

"Por maior que seja o talento ou esforço, 
algumas coisas exigem tempo:
não dá para produzir um bebê em um mês engravidando nove mulheres."
Warren Buffett

Fiz muitas operações erradas na bolsa. Acertei algumas, não sei se por competência ou sorte. O saldo de tudo o que aprendi nesse cinco anos - além de uns poucos trocados, mesmo passando pela crise de 2008 - foi que Lynch e Buffett têm razão. São mestres no assunto. Mas, eles também já erraram feio algumas vezes. Então, o que os tornam vitoriosos nos investimentos? Qualquer um responderia  a essa pergunta de uma forma peculiar; porém, não seria difícil encontrar neles as seguintes virtudes: conhecimento do negócio,  responsabilidade, gerenciamento de risco e paciência.

Apesar de tudo isso, a exemplo da vida, às vezes temos que tomar decisões com ou sem certezas; em alguns casos, até com uma certa dose de angústia, porque, constantemente,  precisamos considerar as variáveis que temos para calcular o que não temos, correndo uma série de riscos de errar.

Assim, vendo a queda histórica dos juros no Brasil e a acertada pretensão do Governo (segundo meu juízo) de reduzir a remuneração da poupança, parece-me razoável imaginar que, embora vamos enfrentar alguns solavancos pela frente, principalmente quando a Europa resolver enfrentar de vez a situação de Portugal, Itália, Irlanda, Grécia e Espanha, que levará a bolsa a novas quedas expressivas, com o tempo (como sempre), os investidores voltarão e elevarão os preços dos ativos. 

Mas será preciso paciência, muita paciência...


9 de jun. de 2012

Faça sua parte no trânsito

www.paradapelavida.com.br

O Caso da revista Veja


Por Luis Nassif

O maior fenômeno de anti-jornalismo dos últimos anos foi o que ocorreu com a revista Veja. Gradativamente, o maior semanário brasileiro foi se transformando em um pasquim sem compromisso com o jornalismo, recorrendo a ataques desqualificadores contra quem atravessasse seu caminho, envolvendo-se em guerras comerciais e aceitando que suas páginas e sites abrigassem matérias e colunas do mais puro esgoto jornalístico.


"A degradação jornalística da revista Veja foi fruto de dois fenômenos simultâneos que sacudiram a mídia nos últimos anos: a mistura da cozinha com a copa (redação e comercial) e o afastamento dos princípios jornalísticos básicos"
 (O Método Veja de Jornalismo)


Para entender o que se passou com a revista nesse período, é necessário juntar um conjunto de peças.

O primeiro conjunto são as mudanças estruturais que a mídia vem atravessando em todo mundo.

O segundo, a maneira como esses processos se refletiram na crise política brasileira e nas grandes disputas empresariais, a partir do advento dos banqueiros de negócio que sobem à cena política e econômica na última década.

A terceira, as características específicas da revista Veja, e as mudanças pelas quais passou nos últimos anos.

Leia Mais (link externo)...

8 de jun. de 2012

O Capitalismo no Teatro

 
Quanto digo que os  artistas estão dormindo, tenho lá alguma razão (Cadê os Artistas? e Pô, Ferreira Gullar!).
 
Por aqui, teatro, música, cinema, pintura, escultura e literatura passam ao largo da crise global, tanto econômica quanto politicamente. É uma pena, pois ficam esquecidos aqueles que, como eu, gostam de economia, política e artes. E a Arte deixa de cumprir um dos seus papéis, que é nos convidar à reflexão.
 
Contudo, em Portugal, o Jornal de Negócios divulgou uma peça que eu gostaria muito de assistir. Aliás, muitos de nós. 

Na nota abaixo, Susana Moreira Marques, do JN, dá o tom:
 

"Quando as luzes se apagam e 
outras se acendem sobre o palco, 
o mundo pode começar de novo"
 

"Às vezes, é preciso destruir para recomeçar e é em chamas que acaba "O Dia do Santo", de John Whiting, peça do pós-guerra britânico, representada pela primeira vez em Portugal.

Em cena até dia 10, no Auditório Municipal de Vila Nova de Gaia, é a mais recente encenação do Teatro Experimental do Porto (TEP) e de Gonçalo Amorim. O ator e encenador andava à procura de uma peça que mostrasse até onde pode chegar o capitalismo. Uma peça onde também se percebesse que ainda que tudo esteja em chamas, o teatro pode ajudar-nos a sair dos escombros."

Se estiver em Portugal, não esqueça de conferir!  O Gonçalo Amorim merece o crédito!